O que fazer em Criciúma

O que fazer em Criciúma – SC

Tempo estimado de leitura: 6 min

Explorar o sul do Brasil já virou rotina por aqui. Seja pelas passagens mais baratas, seja pelo clima mais ameno, a região sul sempre nos atrai. Mas confesso que nunca havia pensado em conhecer a cidade de Criciúma, exatamente porque eu nem tinha ideia de o que fazer em Criciúma.

Então se você pensa que Criciúma é apenas uma cidade de um time de futebol, precisa descobrir, com urgência, o que fazer em Criciúma!

Conheça Criciúma

Criciúma é a maior cidade do sul de Santa Catarina e a 7ª maior cidade do estado em população, segundo dados do IBGE de 2017.

Até a década de 80, Criciúma era conhecida como a Capital Brasileira do Carvão. No início da exploração do carvão mineral, as minas eram a céu aberto, tamanha a fartura dessa rocha que chegavam a “brotar” do solo.

Com o passar dos anos, as legislações ambientais foram se tornando mais rígidas, e a exploração do carvão entrou em declínio. Mas a economia da cidade logo se reajustou em uma nova atividade: cerâmica.

Hoje, Criciúma é conhecida pela sua forte indústria cerâmica que exporta produtos para diversos países.

Para chegar à cidade de Criciúma, o aeroporto mais próximo fica na cidade de Jaguaruna, mas também é possível chegar por Florianópolis, em uma viagem de cerca de 200 km.

A partir de Criciúma é possível acessar várias cidades da região, como fizemos no nosso roteiro no Encontro Rota Sul, o que torna essa viagem ainda mais interessante.

+ Veja tudo sobre nosso roteiro pelo Sul de Santa Catarina.

O que fazer em Criciúma

Como comentei lá no início do post, Criciúma é uma cidade grande, a maior do sul do estado e são várias as opções do que fazer em Criciúma. Coloquei no mapa abaixo os passeios que fizemos em nossa visita e que encaixam em 1 ou 2 dias pela cidade.

Mina de visitação Octávio Fontana

Como comentei ali em cima, Criciúma já foi considerada a Capital Brasileira do Carvão e, por isso, um dos passeios mais interessantes na cidade é visitar uma antiga mina de extração de carvão mineral.

O carvão mineral é resultado da decomposição de vegetais (troncos, galhos, árvores, pântanos, etc) que sob variação de pressão e temperatura se fossilizam dando origem a uma rocha dura e pesada: carvão mineral. Estima-se que o carvão explorado nessa mina tem entre 250 e 300 milhões de anos.

*O Carvão mineral não é o mesmo carvão de churrasco, que é bem leve. O carvão de churrasco é carvão vegetal.

A Mina Octávio Fontana é uma mina real, que entrou em funcionamento em 1950 pela companhia brasileira carbonífera e funcionou regularmente até meados dos anos 60. Em 1984 a mina voltou a ativa já com novas regras de segurança e manteve-se em funcionamento até 1995.

Depois de 15 anos desativada, foi aberta para a visitação em 2011. Ganhou o nome de Mina Octávio Fontana em homenagem a um dos últimos trabalhadores da mina. É a única mina de extração de carvão aberta para visitação no Brasil.

A visitação começa em um pequeno museu que conta a história da mina e da exploração de carvão na região, e segue em uma mini maria fumaça para o interior da mina.

São 22 metros de profundidade em um percurso de 300 metros abertos a visitação.

A mina original, onde havia a exploração do carvão, era bem maior que isso com 3600 metros de comprimento, mas por questões de segurança, apenas uma parte da galeria é possível de visitarmos.

Dentro da mina há uma exposição de pequenos materiais, equipamentos e vestimentas utilizadas pelos mineiros na época da exploração.

Horário de visitação: Terças-feiras de 14:00 às 18:00 (última entrada na mina às 17:30). De quarta a domingo (inclusive feriados), das 9:00 às 12:00 (última entrada às 11:30) e das 13:00 às 18:00 (última entrada às 17:30). Os passeios ocorrem de meia em meia hora e duram aproximadamente 20 minutos.

Valor: R$ 14 para adultos; R$ 7 para crianças entre 6 e 12 anos e também para estudantes e professores com carteirinha atualizada; gratuito para menores de 5 anos e maiores de 65 anos.

Museu Augusto Casagrande

O Museu Augusto Casagrande é um museu que considerei bastante controverso. Apesar de apresentar objetos antigos da região e de a casa em que ele se encontra ter toda uma história em Criciúma, seu nome acaba homenageando um homem com condutas que não o fazem merecedor de homenagens. Em minha opinião, seria justo que o museu homenageasse Dona Cecília!

Augusto Casagrande foi a primeira pessoa em Criciúma a ter um engenho, no caso uma olaria. Ele era o único q fazia telhas e tijolos de barro na região o que fez sua condição financeira ser excelente para a época.

Ainda teve o benefício de ter tido muitos filhos homens, 15 filhos no total! E com isso não precisavam de empregados, os filhos trabalhavam pra ele.

Augusto casou-se com Cecília. Ambos chegaram ao Brasil no fim do século 19, vindos da Itália.

Dona Cecília teve uma vida extremamente sacrificada. Augusto era um homem muito severo. Eu diria até que ele era mau! Ele bebia e batia muito nela. A história é tão pesada que Dona Cecília ganhou o apelido de Santa Cecília!

A casa em que eles moravam, e que hoje abriga o museu, ficou pronta em 1920 após pouco mais de 2 anos de construção. As pinturas originais eram características da Europa, em que cada cômodo possuía uma cor e afrescos diferentes pintados a mão. Augusto quis retratar o que ele via na Europa quando criança. Ao lado da casa ficava a olaria.

Essa casa faz parte da história de Criciúma por ter sido o 1ª sobrado (casa de 2 pisos) da cidade. Até a comitiva do governador Ercílio Luz se hospedava nesta casa quando ia para a região.

Quando dona Cecília morre, Augusto fecha a casa e passa a morar em tubarão onde falece aos 94 anos, lúcido e trabalhando. Infarto fulminante do miocárdio segundo o atestado de óbito.

A casa fechada passa a ser morada de andarilhos e mendigos e acaba bem depredada.

No ano de 1980, no centenário da cidade de Criciúma, um dos netos faz a doação da casa para a prefeitura, junto com alguns bens da família, para que fosse transformada em museu. Assim, ela é inteiramente restaurada, incluindo as pinturas originais de cada cômodo. Um desses cômodos representa como originalmente era o quarto do casal.

Nos outros cômodos estão peças antigas diversas conseguidas através de gincanas escolares. Algumas dessas peças com grande conteúdo histórico.

Horário de visitação: de segunda à sexta, das 8:30 às 12:00 e das 13:30 às 18:00.

Preço: gratuito

Praça Nereu Ramos

A Praça Nereu Ramos, no centro da cidade, é o marco de formação de Criciúma.

Na origem da cidade de Criciúma, nessa região existiam alguns galpões onde os tropeiros paravam antes de subir a serra. Por ali também passa um rio onde os cavalos matavam sua cede. A cidade se desenvolveu a partir dessa região, dessa praça.

Hoje esse rio está canalizado por baixo da Praça Nereu Ramos.

Aqui também encontramos uma amostra do capim Cresciuma, nome dado pelos indígenas, de onde se originou o nome da cidade. Mas de tanto as pessoas falarem “errado”, provavelmente por não entenderem corretamente ou por falarem rápido, a câmara de vereadores votou por mudar o nome da cidade para Criciúma.

O que fazer em Criciúma - Praça Nereu Ramos

Na Praça Nereu Ramos está a Catedral de São José. Essa igreja ficou pronta em 1917 e foi totalmente restaurada entre 2006 e 2012, por isso aparenta estar tão conservada. Eu não visitei sua parte interna, pois passamos pelo local em horário de missa.

Também encontramos o monumento em homenagem aos mineiros, de 1946. Como comentei algumas vezes, Criciúma se desenvolveu a partir da extração do carvão, por isso essa justa homenagem a todos os trabalhadores que contribuíram para o crescimento da cidade.

O que fazer em Criciúma - Homenagem aos mineiros

Praça do Congresso

A Praça do Congresso fica localizada em um bairro residencial de classe média alta. É muito arborizada, com parquinho para as crianças, lago com peixes e academia ao ar livre. Recebeu esse nome porque em 1946 sediou o Congresso Eucarístico Nacional.

Parque das Nações Cincinato Naspolini

O Parque das Nações é o maior espaço de lazer, esporte e cultura de todo o estado de Santa Catarina. Inaugurado em 2011, possui ciclovia, pista para corridas, playground, quadras, palco para eventos e muito mais, afinal, são mais de 100 mil metros quadrados!

Além de todas essas atividades, encontra-se no Parque das Nações uma réplica da antiga estação ferroviária que existia no centro da cidade. Repare na grafia antiga no nome “Cresciuma”.

Dessa estação parte o passeio da Terezinha que é uma mini-ferrovia e recebeu esse nome em homenagem à Ferrovia Tereza Cristina. A Terezinha é uma locomotiva com 2 vagões com capacidade para 50 pessoas. Funciona de 3ª a domingo, das 15:00 às 21:00 e custa R$4,00 por adulto. Crianças menores de 10 anos e idosos acima de 60 anos não pagam.

No horário em que estivemos no Parque das Nações, a Teresinha não estava funcionando 🙁

Horário de funcionamento: todos os dias, das 7:00 às 23:00.

Morro Cechinel

Conhecido como Morro da TV, o Morro Cechinel é o melhor ponto para apreciar uma panorâmica da cidade de Criciúma. São 260 metros de altura de onde é possível avistar o centro da cidade e, se o tempo colaborar, também é possível ver a Serra do Mar.

O que fazer em Criciúma - Morro Cechinel

Infelizmente não há um mirante oficial e temos que parar o carro no acostamento. Mas não deixa de ser um ponto interessante para se conhecer na cidade.

+ Aproveite e veja também nossas dicas de Onde se Hospedar em Criciúma.

Agora que você já sabe o que fazer em Criciúma, já pode marcar uma viagem pelo sul de Santa Catarina. Aproveite alguns dos feriados e descubra a Rota Sul.

*Veja mais sobre o que visitar na Rota Sul:

ORLEANS

SERRA DO RIO DO RASTRO

NOVA VENEZA


Patrocinadores do 1º Encontro Rota Sul

*Gostaria de agradecer a todos os patrocinadores do evento pelas hospedagens, refeições, transportes, passeios e brindes mas ressalto que todas as opiniões, recomendações e sugestões são baseadas em experiência própria.*

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