conexão no aeroporto de Atlanta

Conexão no aeroporto de Atlanta: esteja preparado

Tempo estimado de leitura: 7 min

Começamos a nossa série de posts sobre Chicago com perrengue! Mas transformamos o perrengue em história para contar e evitar que você passe por ele (a não ser que você queira se aventurar mesmo!)


Então acompanhe a nossa saga para não perder nossa conexão no aeroporto de Atlanta.

Como tudo começou…

O aeroporto de Atlanta (Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson) é o maior e mais movimentado aeroporto dos Estados Unidos. É também o principal hub da Delta.

Mapa do Aeroporto de Atlanta

Além disso, não podemos nos esquecer que a imigração nos Estados Unidos é realizada no aeroporto de chegada. Ou seja, no primeiro aeroporto quando chegar nos Estados Unidos, tem que passar pela imigração, retirar a bagagem, redespachar a bagagem e passar pela inspeção (raio-X). Todo esse procedimento é longo e cansativo.

Dito isto, sempre evitei fazer conexões nos Estados Unidos e, principalmente, em Atlanta. Prefiro fazer conexão em São Paulo, Brasília, Panamá, República Dominicana, enfim, qualquer lugar em que eu não precise passar pela possibilidade de me estressar logo no começo da viagem.

Mas para essa viagem não tinha escapatória. Para a combinação de voos que precisávamos só a Delta nos atendia. E, logicamente, o temido aeroporto de Atlanta!

Inicialmente tudo estava sob controle: a nossa conexão era de 2h05min, tempo perfeitamente tranquilo para fazermos os procedimentos de imigração nos totens de autoatendimento, em vigor nos EUA já há algum tempo.

Em março de 2018 entramos por Nova York e usamos os totens de autoatendimento. Esse novo sistema agilizou bastante o processo, diminuindo consideravelmente o tempo da fila de espera na imigração americana.

Além de estar tranquila quanto aos totens, tem aquela velha história de “se a companhia aérea te alocou nesses horários é porque ela sabe que dará tempo…” ahahahah alguém realmente acredita nisso?

O sistema informatizado das companhias aéreas te indica todas as combinações de voo disponíveis e, cabe a você, avaliar se existe tempo hábil ou não. O que a companhia aérea realmente faz é te realocar num próximo voo caso não dê tempo.

Sabendo do risco do voo atrasar, que sempre existe, também já tinha verificado que o meu próximo voo saía de hora em hora do aeroporto de Atlanta. Estava, de certa forma, preparada!

Mas não estava preparada para a forma como as coisas aconteceram!

Nosso voo Rio – Atlanta

Nosso voo Rio – Atlanta, assim como todos os outros voos dessa viagem, foram realizados com a Delta.

Achamos o atendimento no Brasil tranquilo. Funcionários atenciosos, nos explicaram como seria o procedimento de conexão ao chegar no aeroporto de Atlanta, tudo com muita simpatia e educação. Nunca vi esse nível de atendimento em nenhuma outra companhia aérea.

O embarque também correu bem. Aeronave na configuração 2-4-2. Atendimento de bordo excelente. Funcionários educadíssimos, tanto brasileiros quanto americanos. Gostamos das opções de refeições, tanto do cardápio geral quanto do menu kids.

O voo de retorno ao Brasil foi num avião menor, configuração 2-3-2. O atendimento de bordo parecia um pouco confuso. Demoraram a servir as refeições e as opções não foram tão boas quanto do voo de ida. Mas, ainda assim, dentro dos padrões da classe econômica.

Tudo ia bem até…

Até o comissário do voo perguntar se havia algum médico a bordo!

Sim, no meio da madrugada necessitaram de um atendimento de emergência. Ali já saquei que teria história para contar!

Corri para olhar a tela do voo! Estávamos sobrevoando o Caribe! Jesus, vamos ter que voltar pra Manaus porque aqui não tem onde esse avião pousar!

Não! Não foi assim! Esses foram só meus pensamentos da madrugada funcionando a mil por hora. Felizmente o atendimento médico foi bem tranquilo. Apenas alguém com pressão baixa ou algo do tipo.

Voltamos à tranquilidade. Voo sem turbulência. Só elogios para a Delta.

A saga da conexão no aeroporto de Atlanta

Quando o avião pousou, conheci uma educação estilo japonês dos americanos. Resolveram sair do avião fila após fila, ordenadamente.

Nossa, como esses americanos ficaram organizados de um ano pra cá!

E eu lá na poltrona 31 me revirando com os preciosos minutos da minha conexão passando sem conseguir me adiantar!

Quando, finalmente, saímos do avião, seguimos as indicações para a imigração. Comecei a descer a escada rolante e aquele mar de gente na fila foi aparecendo na minha frente! Senti como se a escada rolante descesse em câmera lenta!

Corri para me antecipar para os totens! Sim, havia muitos totens de autoatendimento! Eles salvariam a minha conexão.

Mas não pudemos usar. Nos levaram para uma outra fila, num corredor. Um espaço totalmente despreparado. Ali já não estava entendendo mais nada! Por que nos separaram da fila normal da imigração? Qual seria o procedimento novo da vez?

Oba, a fila começou a andar! Vamos para os totens? Não! Era só uma fila para uma outra fila. Aliás, fila para outra fila foi o que mais teve nessa viagem.

Acreditem: os totens não estavam liberados para uso. Nenhum! Ninguém pôde passar por eles! Mais de 30 máquinas que agilizariam muito o processo paradas.

O aeroporto de Atlanta não está usando os totens para estrangeiros. Por quê? Ninguém sabe! Funcionários do aeroporto relataram ser só uma implicância, algo para irritar mesmo.

A fila para o guichê estava enorme e lenta. Devia ter uns 3 voos por ali. A essa altura faltava apenas 1 hora para nossa conexão. E o procedimento de imigração estava apenas começando.

Os funcionários do aeroporto nos tranquilizavam ao mesmo tempo que informavam não poder nos passar na frente da fila. Regras do aeroporto de Atlanta…

E seguimos em filas para outras filas. Cada vez que eles tentavam redividir as filas para agilizar o processo, nos faziam atrasar cada vez mais. Incrível como vivemos uma sucessão de enrolos.

Para completar, os funcionários da imigração americana, sempre tão sérios e diretos, resolveram ser simpáticos e bater papo com os recém-chegados. Juro que nunca senti tanta falta da seriedade deles. 🙁

A cada risada que eles davam em meio a conversas descontraídas, meus minutos iam se passando rapidamente.

Chegou a nossa vez! Oficial sorridente e simpático e eu só queria sair dali logo. Olhou nossas passagens, perguntou quantos dias ficaríamos. Logo falei da Maratona de Chicago e voilà! Passaporte carimbados.

Agora era hora de correr para pegar as bagagens. Estavam lá, ao lado das esteiras, organizadamente nos esperando. Mais alguns metros e encontramos a esteira de redespacho da bagagem. Ufa!

Já não olhava mais para o relógio, já não tinha mais coragem de avaliar quanto tempo faltava.

O que eu mais estranhava é que nenhum funcionário da Delta se dispunha a já trocar nosso voo. Sempre nos mandavam seguir em frente que, provavelmente, daria tempo. Teria sido muito mais tranquilo se já tivessem se antecipado 🙁

Mais uma fila para outra fila: agora no Raio-X.

Uma família com bebê na nossa frente totalmente enrolada com a quantidade de itens. Era carrinho, bebê conforto, malinha do bebê, bolsa da mãe, sapato do pai. O fiscal mandava tirar o leite da bolsa e eles não entendiam…

Duas mulheres com echarpe no pescoço sem entender que deveriam tirar o pano. “É para tirar o colar?”

Nessas horas eu falo: viajar sem saber o mínimo de inglês é confusão na certa! Atrapalha a você e aos outros. Mas esse vai ser assunto para outro post. 😉

Passamos pelo raio-x! Agora eu tinha certeza que a Delta trocaria nosso voo, afinal, ainda tínhamos que mudar de terminal (o famoso trenzinho do aeroporto de Atlanta).

Mas que nada! “Faltam 10 minutos para acabar o embarque. Se vocês correrem dará tempo.”

Então tá, né. A Maratona de Chicago já começa em Atlanta e vamos fazer um último treino no aeroporto.

A criança cai no meio do caminho. Não uma queda comum: uma entrada triunfal! Não sei se continuo correndo ou se volto pra ajudar a pequena!

Avisto de longe nosso portão.

Funcionário da Delta aparece ao longe no meio do corredor.

Grito perguntando se ainda está embarcando.

Ele sinaliza que sim. Corre que dá tempo!

Entramos no finger. Respiramos aliviados. Deu tudo certo!

Só que não! Ainda faltava mais emoção!

A funcionária mais a frente, já na porta do avião, grita desesperadamente: Já está fechado! Já está fechado!

Nessa hora eu já não sabia mais se eu ria, se respirava ou se eu tranquilizava a mulher (que parecia não saber de onde aparecemos). No fundo eu só pensava: “Não é possível que passamos por isso tudo pra chegar na porta do avião e não poder entrar!”.

Um outro funcionário batia na porta do avião para que alguém abrisse. Eu não consigo parar de rir ao relembrar isso, parece filme de comédia pastelão.

No fim, abriram a porta. Conseguimos pegar nosso voo. Nossa mala de mão foi despachada na porta do avião. Ela e as outras malas, que tinham sido redespachadas, chegaram corretamente e pudemos aproveitar a viagem com tranquilidade.

A conexão de volta no Aeroporto de Atlanta

Não se preocupe, a volta foi bem tranquila, nenhum problema.

Mas vou deixar o relato aqui para que você saiba a diferença entre a conexão da chegada e da partida.

Como só existe 1 voo diário do aeroporto de Atlanta para o Rio eu sabia que não poderia correr o mesmo risco da chegada. Então deixei uma boa folga (3 horas) para a conexão de retorno.

Nosso voo era Chicago – Atlanta – Rio.

Passamos pelo controle da TSA em Chicago onde conferiram nossas passagens do 1º trecho e os passaportes. A mala de mão, e nossos pertences pessoais passaram pelo raio-x.

Chegamos ao aeroporto de Atlanta pelo Terminal B (doméstico) e nosso voo seria pelo Terminal F (internacional). O transporte entre os dois terminais foi pelo trenzinho.

No terminal F não precisamos passar por nenhum controle ou inspeção. Tudo foi feito apenas em Chicago mesmo.

Não há controle de passaporte nessa conexão, nem recebemos o carimbo de saída.

Ao embarcar no avião, passamos por um controle, daqueles de foto, onde nos identificaram e dali, automaticamente, já enviaram nossa informação de saída do país. Todo o processo é eletrônico.

Ou seja, na conexão de volta não houve qualquer situação em que precisássemos de mais tempo. Em menos de 20 minutos desembarcamos de um voo e estávamos prontos para o outro voo. As 3 horas de folga que deixamos foram totalmente desnecessárias.

Conclusão

Depois dessa loucura toda, fica o alerta:

  • Evitem conexões na chegada aos Estados Unidos;
  • Se tiverem que fazer conexões, principalmente em Atlanta, deixem uma boa folga de tempo;
  • Se não tiver como deixar pelo menos 3 horas na conexão, tenha sangue frio para encarar a correria;
  • Não faça programações para o seu 1º dia de viagem, pode ser que você não chegue a tempo;
  • Tente não se estressar para não estragar a viagem logo no começo.

Você já fez conexão no Aeroporto de Atlanta? Como foi? Conte sua experiência nos comentários. 🙂

*Esse é um blog independente e todas as opiniões, recomendações e sugestões são baseadas em experiência própria.*

2 comments

  1. Meus filhos estão em Orlando e voltarão para o Rio via Atlanta. Seu depoimento me deixou um pouco mais tranquilo pois terã pouco tempo entre os vôos (1h e 10)… Gostaria de saber em relação as malas., já que na ida eles tiveram que pega-las após o vôo inicial até NY e depois reembarca-las. Na volta o procedimento é o mesmo? Grato!

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