chapada dos guimarães

Chapada dos Guimarães – Guia Completo

Tempo estimado de leitura: 15 min

Guia Completo para auxiliar em sua viagem para a Chapada dos Guimarães. Veja qual a melhor época para visitar, como chegar, o que fazer, onde se hospedar e muito mais!


Cercada de fauna e flora típicas da região do cerrado, a Chapada do Guimarães não é a mais famosa das Chapadas Brasileiras. Entretanto, sua localização quase estratégica a torna uma excelente pedida, tanto para os aventureiros de plantão quanto para as famílias com filhos viajantes.

Seus paredões de arenito ganham uma tonalidade indescritível de dourado ao pôr do sol. Complementam essa beleza o voo de belas aves como as araras vermelhas.

A facilidade de acesso torna a Chapada dos Guimarães possível de ser aproveitada tanto num roteiro bate-volta a partir de Cuiabá quanto ficando até 4 ou 5 dias na cidade de mesmo nome.

Atentem-se ao fuso horário! O estado do Mato Grosso possui 1 hora a menos que Brasília!

Com o objetivo de facilitar sua vida de viajante e convencer você a aproveitar mais um pouquinho desse Brasil “escondido”, montamos esse post com todas as informações para uma visita à Chapada dos Guimarães.

Índice do Post

Conhecendo a Chapada dos Guimarães

Localizada no Centro Oeste Brasileiro, a apenas 1 hora de Cuiabá, surge um surpreendente paredão de arenito vermelho.

chapada dos guimarães

O caminho de Cuiabá até a Chapada, de uma estrada praticamente em linha reta, nos dá a sensação de ir vendo o imenso paredão se erguendo a nossa frente. Um misto de sensações envolveu essa engenheira geotécnica que vos escreve. A expectativa da visita aumentava a cada quilômetro percorrido.

Mas vamos deixar os sentimentos de lado e falar de algumas questões mais técnicas para o entendimento da grandiosidade dessa região.

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foi criado em 1989 e hoje é administrado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes). É uma unidade de conservação com uma área de 33 mil hectares.

É na Chapada dos Guimarães que está localizada a maior caverna de arenito do Brasil.

Mas tudo começou a milhares de anos quando a Chapada dos Guimarães era mar! Não acreditam? Então prestem atenção quando estiverem por lá: é possível encontrar fósseis de conchas marinhas pelas trilhas.

Infelizmente muitos desse registros se perderam, pois, os visitantes sempre queriam levar uma “lembrancinha” para casa. ☹

Por lá também já foi encontrado fósseis de dinossauros na década de 60.

Na verdade, a teoria das eras de gelo mostra que a Chapada dos Guimarães já foi mar, deserto, terro dos dinossauros. E o que será no futuro?

> Conheça também a Chapada dos Veadeiros!!!

Quando visitar?

A Chapada dos Guimarães pode ser visitada em qualquer época do ano, mas sua paisagem pode ser bem diferente se você for visita-la no verão ou no inverno. Um ótimo motivo para fazer mais de uma visita, certo?

No verão, o calor do cerrado é escaldante, principalmente pela característica de vegetações rasteiras e poucas árvores. O que não é de todo ruim, já que torna os banhos de cachoeiras bem mais convidativos.

À noite, mesmo no verão, é possível fazer um friozinho. Tanto que muitas hospedagens não possuem aparelhos de ar condicionado.

Em compensação, no verão é a época de chuvas o que garante maior volume de água nas cachoeiras. Porém esse maior volume de água tem uma tendência a ser mais barrenta devido aos materiais carreados pela chuva.

Já no inverno, o clima é mais agradável, chegando a fazer um friozinho a noite. Mas como é época de seca, as cachoeiras podem estar com o volume de água bem reduzido.

Além disso, os mirantes ficam menos visíveis devido à presença de neblina.

No final, a escolha vai depender do que você prioriza (clima agradável ou vistas de tirar o fôlego) e também da tua disponibilidade.

Nós visitamos a Chapada dos Guimarães no final de novembro e pegamos uma paisagem intermediária: calor bem forte durante o dia, chuvinha a noite e neblinas nos mirantes pela manhã.

(Por algumas horas achei que a neblina esconderia toda a beleza da Chapada).

chapada dos guimarães
Essa era a vista da nossa pousada às 9 da manhã!!!

Durante a semana alguns restaurantes podem não funcionar, pois o movimento na cidade de Chapada dos Guimarães acontece de verdade aos finais de semana e feriados.

Como chegar

A cidade de Chapada dos Guimarães possui fácil acesso a partir de Cuiabá. Portanto, se você vem a partir de outros estados, seu voo tem que ser para Cuiabá.

Gol, Latam e Azul operam voos para a capital do Mato Grosso. Saindo do Rio de Janeiro, apenas a GOL oferece voo direto, mas em horários de madrugada. As demais companhias aéreas voam direto a partir de Brasília, Guarulhos, Congonhas e Viracopos.

Os horários dos voos são bem diversos e os preços também. Mas de forma geral, os voos para Cuiabá não são caros e a quantidade de milhas necessárias para emissão costuma ser bem interessante.

A partir do aeroporto de Cuiabá o acesso até a cidade de Chapada dos Guimarães é de cerca de 80 km. Passada a parte urbana da cidade, a estrada MT-251 está em boas condições com grande parte do trecho duplicada, sendo praticamente uma linha reta.

Saindo de Cuiabá, mas seguindo pelo lado esquerdo, você chegará em Nobres, outro encanto da região, semelhante à Bonito. Nós não fomos por falta de tempo, mas o blog Viagem em detalhes esteve em Nobres e detalhou tudo no seu post.

Se você estiver em um grupo de 3 ou 4 pessoas, a melhor forma de percorrer esse percurso é com um carro alugado já em Cuiabá. Dessa forma já terão o veículo necessário para utilizar nos passeios mais distantes na Chapada.

Preste atenção que em 5 pessoas um veículo comum já não entenderia, pois é preciso deixar um lugar para o guia, obrigatório em vários passeios como mostrarei mais adiante.

Se não for o caso de alugar um carro, é possível fazer Cuiabá x Chapada de ônibus. Os ônibus partem a cada 1 hora e meia, aproximadamente e custa menos de R$16,00 (valores de dezembro de 2018).

A passagem pode ser comprada antecipadamente aqui.

O que fazer na Chapada dos Guimarães

A Chapada dos Guimarães possui uma diversidade de passeios em níveis de dificuldades variados. Apresenta desde mirantes, onde é possível parar o carro ao lado, até trilhas de dia inteiro.

Essa variedade de passeios torna a Chapada em questão totalmente viável de ser explorada seja por aventureiros quanto por crianças. Além de ser possível encaixar uma visita independentemente da quantidade de dias disponíveis no seu roteiro.

Importante saber que após ficar fechado por alguns anos devido a um acidente fatal, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foi reaberto em 2010. Porém, para preservar a segurança dos visitantes e assegurar a conservação na natureza, na maioria dos passeios é obrigatória a presença de um guia credenciado.

Veja a lista oficial de guias credenciados na região aqui.

Lógico que nós concordamos e apoiamos essa medida, mas não posso negar que com essa cobrança os passeios se tornaram bem caros, principalmente para as famílias, já que os guias cobram o valor por pessoa.

Em alguns passeios também é necessário o uso de veículos 4×4 e, se você não tiver um, terá que gastar mais uma boa graninha.

Passeios dentro do Parque Nacional da Chapada do Guimarães

Há 5 passeios possíveis de realizar no Parque Nacional. Se você possui pouco tempo na cidade ou se não pode/quer fazer longas caminhadas, dê preferência à Cachoeira Véu da Noiva, Cachoeira dos Namorados e Cachoeirinha.

Para mais dias na região e muita disposição, inclua o Circuito das Cachoeiras, o Vale do Rio Claro e, se o preparo físico estiver garantido, o trekking ao Morro de São Jerônimo.

  • Mirante da Cachoeira Véu da Noiva

Cartão postal da Chapada dos Guimarães, a Cachoeira Véu da noiva impressiona com seus 86 metros de queda d’água incrustada no paredão, de frente para um vale. Com um pouco de sorte (que eu não tive) é possível acompanhar o voo de algumas aves, inclusive araras que habitem as fendas na rocha.

chapada dos guimarães - Cachoeira Véu da Noiva
Cachoeira Véu da Noiva

O acesso ao mirante é gratuito e se dá a partir da entrada da sede do Parque. O estacionamento também é gratuito e tem a presença de um funcionário do Parque vigiando os veículos.

Não há exigência de contratação de um guia para esse passeio. O acesso ao poço não é permito, assim como também não é permitido voar drones no local.

Desde a entrada até o mirante, a caminhada é de 550 metros (1100 metros ida e volta), sem nenhuma sombra. Para quem possui dificuldades de locomoção, pode pedir uma autorização e descer com o carro até bem próximo do mirante, numa área de convivência com lojinhas e lanchonete.

Importante destacar que o acesso ao Mirante é permitido desde às 9 da manhã até às 4 da tarde, durante todos os dias da semana.

  • Cachoeira dos Namorados e Cachoeirinha

Ainda na entrada da sede do Parque Nacional, tem-se uma trilha de 1km que leva a 2 lindas cachoeiras.

Para acessar essa trilha é necessário registrar a entrada no livro de controle do parque. O acesso é até ao meio-dia e a saída tem que ser até às 16:30. Não é exigida a presença de um guia.

A trilha é leve, iniciando com uma vegetação rasteira e terreno de areia. Na metade do caminho entramos em uma área de mata, com muitas raízes e pedras, mas nada muito complicado. Algumas pequenas pontes de madeira sobre uns riachos dão um charme ao passeio.

Primeiro encontramos a Cachoeira dos Namorados. Água totalmente transparente e poço bem raso, ideal para crianças. Um pequeno oásis de beleza.

chapada dos guimarães - Cachoeira dos Namorados
Cachoeira dos Namorados

100 metros de trilhas acima encontramos a Cachoeirinha.

chapada dos guimarães - Cachoeirinha
Cachoeirinha

Com uma área de poço maior, com direito a prainha de areia, é mais disputada e onde a galera prefere se reunir.

Possui algumas mesas de madeira do antigo bar que existia antes da reabertura do Parque Nacional.

  • Circuito das Cachoeiras

Esse passeio exige a presença de um guia, mas pode ser realizado em veículo próprio. São 3km de estrada não pavimentada até chegar a parte de início da caminhada do Circuito das Cachoeiras.

O percurso é de 7/8 km e passa por 5 quedas:  Cachoeira das Andorinhas, Cachoeira da Prainha, Cachoeira do Degrau, Cachoeira do Pulo e Cachoeira Sete de Setembro.  Em algumas dessas quedas é permitido o banho, com direito até a hidromassagem natural!

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Cachoeira das Andorinhas | Foto: Flavio André/MTur

O passeio termina na “Casa de Pedra”, uma pequena caverna esculpida pela natureza, que, segundo a história, serviu de abrigo para escravos fugitivos.

Lembre-se de levar chapéu e protetor solar, pois a vegetação é rasteira do cerrado e o sol é forte. Também não se esqueça do lanchinho e da água já que o passeio dura o dia inteiro.

  • Vale do Rio Claro

O Passeio do Vale do Rio Claro inclui caminhada totalizando 4km e flutuação. É um dos passeios mais caros pois exige o uso de um carro 4×4 além de um guia.

A viagem começa saindo do município de Chapada dos Guimarães e percorrendo 20 km de estradas até entrar no Parque Nacional (não é a entrada na sede, por onde iniciaram os passeios descritos anteriormente).

O Passeio do Vale do Rio Claro começa com uma pequena trilha íngreme para subir até o topo da “Crista do Galo”. Como a área é toda plana e baixa, essa estrutura rochosa se destaca, oferecendo uma visão 360º a partir do seu topo.

chapada dos guimarães - Crista do Galo
Crista do Galo | Foto: Chostakovis [CC BY-SA 3.0], from Wikimedia Commons

O trajeto segue no carro até o estacionamento de onde recomeça a caminhada até o Poço da Anta, um aquário natural de águas cristalinas.

Mais um percurso de carro e uma nova trilha onde inicia-se a flutuação. A flutuação percorre o rio passando pelo Poço Encantado até o Poço Verde.

Normalmente as agências oferecem esse passeio em conjunto com o passeio da Cidade das Pedras, que será descrito mais adiante.

Lembre-se de levar chapéu e protetor solar, pois a vegetação é rasteira do cerrado e o sol é forte. Também não se esqueça da água.

Para os que gostam bastante de trekking, algumas agências oferecem esse passeio todo por caminhada, eliminando o carro 4×4. Nesse caso, são 12km de caminhada e o passeio dura o dia inteiro.

  • Cidade de Pedras

A Cidade de Pedras é um dos locais mais lindos e característicos da Chapada dos Guimarães, pois é onde realmente visualizam-se os paredões de arenito. É um dos locais mais recomendados para assistir ao pôr do sol.

chapada dos guimarães - Cidade de Pedra
Cidade de Pedra | Foto: Flavio André/MTur

Mas toda essa beleza tem seu preço. É um passeio bem caro já que exige o uso de carro 4×4 e a contratação de guia.

Apesar do trajeto de carro ser longo e complicado, a parte de caminhada é leve, totalizando 2km.

Como essa é uma das partes mais altas da Chapada dos Guimarães, a força dos ventos e a ação da chuva esculpiu, durante milhares de anos, as formações rochosas. Com isso temos um aspecto de rochas pontiagudas que lembram ruínas de uma cidade medieval.

Lembrem-se que nesses paredões moram diversas aves, como araras vermelhas, e fiquem atentos para algum belo voo por cima de suas cabeças.

Se o dia estiver limpo é possível ver vários atrativos da região como a Crista do Galo, o Morro de São Jerônimo e até a cidade de Cuiabá, que está a 32km de distância em linha reta.

  • Trekking Morro de São Jerônimo

O Trekking no Morro de São Jerônimo é para os fortes. São 16km de caminhada, com uma subida bem íngreme, durante um dia inteiro de passeio.

chapada dos guimarães - Morro de São Jerônimo
Morro de São Jerônimo | Foto: Marina GFreitas [CC BY-SA 3.0], from Wikimedia Commons

A paisagem no caminho apresenta algumas formações como Casa de Pedra e a Pedra Furada. O ponto alto (literalmente falando) é a escalada do Morro de São Jerônimo, que possui 836 metros de altitude e de onde oferece uma vista panorâmica da região.

É obrigatório contratar guia local.

Lembre-se de levar chapéu e protetor solar, pois a vegetação é rasteira do cerrado e o sol é forte. Também não se esqueça do lanchinho e da água já que o passeio dura o dia inteiro.

Passeios fora do Parque Nacional da Chapada do Guimarães

Nem todos os atrativos da cidade de Chapada dos Guimarães fazem parte da área do Parque Nacional. Cavernas, mirantes e cachoeiras complementam os passeios pela região.

  • Caverna Aroe Jari, Caverna Kiogo Brado e Gruta Azul / Circuito das Cavernas

O Circuito das Cavernas é um dos passeios mais famosos da região, mas que não faz parte do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, está localizado em uma propriedade privada (Fazenda Água Fria). Exige a contratação de guia, além de pagamento para entrar no local.

Para acessar o local é preciso sair da cidade, em sentido ao Campo Verde e encarar 46km de estradas, sendo 25km não pavimentados.

Lá encontra-se a maior caverna de arenito do Brasil, a Aroe Jari, com 1550 metros de extensão e alguns trechos submersos. Sua entrada possui nada menos que 10 metros de altura por 60 metros de largura. Não é permitido percorrê-la por inteiro.

chapada dos guimarães - Caverna Aroe Jari
Caverna Aroe Jari | Foto: Alessandra Marques da Silva Thompson [CC BY-SA 4.0], from Wikimedia Commons

A 30 minutos de caminhada da caverna Aroe Jari está a famosa Lagoa Azul que apresenta águas transparentes de coloração azul turquesa com a incidência dos raios de sol. Não é permitido banho.

chapada dos guimarães - Gruta Lagoa Azul
Gruta Lagoa Azul | Foto: Flavio André/MTur

Dica: para encontrar a Lagoa Azul realmente azul, faça sua visita entre os meses de julho e agosto, quando o sol deixa a lagoa totalmente iluminada.

Para se refrescar, algumas quedas d’água pelo caminho permitem banho.

O passeio dura o dia inteiro e a caminhada pode chegar a 10 km. Mas é possível contratar na fazenda um trator (pago por pessoa e por trecho) para fazer o trajeto de ida, ou de volta, ou ambos.

Ainda no mesmo circuito, encontra-se a caverna Kiogo Brado, a cerca de 800 metros da Lagoa Azul. Essa caverna tem uma entrada de 30 metros de altura! É possível caminhar por toda extensão da caverna (270metros).

chapada dos guimarães - Caverna Kiogo Brado
Caverna Kiogo Brado | Foto: Alessandra Marques da Silva Thompson [CC BY-SA 4.0], from Wikimedia Commons

Durante o trajeto algumas formações rochosas se destacam, como a Ponte de Pedra e a Pedra do Equilíbrio.

  • Complexo Turístico da Salgadeira

Fechado por muito tempo o Complexo Turístico da Salgadeira foi reaberto em julho de 2018 e é uma excelente opção para aproveitar a vista da Chapada dos Guimarães e algumas pequenas cachoeiras com uma estrutura mais elaborada.

chapada dos guimarães - Salgadeira
Complexo da Salgadeira

Possui restaurante, banheiros loja de souvenir e parquinho, permitindo passar o dia com muita tranquilidade, mesmo com crianças.

A área é enorme e, além de cachoeira e curso d’água, oferece mini museu que conta um pouco sobre o dinossauro descoberto na região na década de 60.

A entrada é gratuita e, por esse motivo, pode lotar aos finais de semana e feriados. Funciona de 3ª a domingo. O estacionamento de veículos é pago.

Mirantes

Uma forma de apreciar a imensidão da Chapada dos Guimarães sem precisar percorrer trilhas é aproveitar algum dos seus vários mirantes. Alguns são gratuitos, outros pagos, mas todos oferecerem vistas maravilhosas.

A dica é aproveitar o pôr do sol em cada um deles para tirar suas próprias conclusões. 😊

  • Mirante do Centro Geodésico

O Mirante do Centro Geodésico é considerado a representação mística do centro da América do Sul.

Oficialmente o Centro Geodésico da América do Sul (ponto equidistante entre os Oceanos Atlântico e Pacífico) está na Praça Pascoal Moreira Cabral, em Cuiabá.

Independente de questões místicas ou, se é ou não o centro da América do Sul, o fato é que a vista desse mirante de 845 metros de altitude é de impressionar! Com céu claro é possível, inclusive, ver a cidade de Cuiabá!

Não é considerado o pôr do sol mais bonito da região, mas acredito que deva ser o mais fotografado. Em pouco tempo que tivemos por lá vimos, pelo menos, 3 ensaios fotográficos sendo realizados por lá, inclusive pré-weddings.

chapada dos guimarães - Mirante Centro Geodésico
No nosso caso não foi bonito mesmo, já que o céu estava muito nublado

Para chegar não se guie pelo Google Maps, ele é maluco! Apenas saia da cidade pela MT-251, no sentido Campo Verde e siga as placas que indicam o Mirante do Centro Geodésico.

A entrada é gratuita e possui um pequeno estacionamento. Mas vale o alerta para não deixar nada dentro do carro pois tem tido muito assalto. Inclusive havia uma viatura por lá quando fomos assistir ao pôr do sol, mas o carro saiu antes de escurecer ☹

  • Mirante Alto do Céu

Um dos pontos mais recomendados para assistir ao pôr do Sol, o Mirante Alto do Céu encontra-se em uma propriedade particular e, por isso, é mais indicado pela segurança com os veículos.

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Mirante Alto do Céu | Foto: Giancarlo Frigo [CC BY-SA 4.0], from Wikimedia Commons

A entrada é paga e achei um pouco caro (R$20,00 por pessoa), mas uma vez lá dentro é possível aproveitar algumas trilhas também.

É o único mirante que possui a vista completa de toda a baixada cuiabana, sendo possível até visualizar o Rio Cuiabá serpenteando até o Pantanal.

Para chegar até ele basta seguir MT-251 no sentido da sede do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

  • Mirante Morro dos Ventos

O Mirante do Morro dos Ventos pode ser considerado um mirante imperdível!

Possui uma plataforma metálica que te leva além do paredão, a 200 metros de altura.

chapada dos guimarães - Morro dos Ventos
Morro dos Ventos | eeniffer Caroline de Andrade [CC BY-SA 4.0], from Wikimedia Commons

Também está localizado em uma propriedade particular e custa R$10,00 por veículo para entrar. Fica distante 3 km do centro da cidade.

No mesmo local está o famoso e recomendado restaurante Morro dos Ventos, de comida regional. Funciona para almoço e sugiro reservar com antecedência.

Cachoeiras

Além das cachoeiras do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, existem outras cachoeiras, fora do parque, em propriedades privadas, que também valem a visita se você tiver mais dias disponíveis.

  • Cachoeira do Segredo

Pouco conhecida pelas turistas, a Cachoeira do Segredo ou Cachoeira da Goiabeira é uma ótima opção para crianças, pois seu poço possui pouca profundidade.

Seu acesso não é difícil. A entrada é quase em frente à entrada do Mirante do Centro Geodésico. Possui placas na estrada indicando o caminho. Gratuito.

  • Cachoeira da Martinha

Um pouco mais afastada da cidade, a Cachoeira da Martinha também possui acesso gratuito.

Na verdade, é um complexo de 3 cachoeiras que formam poços profundos, ideal para nadar.

  • Cachoeira do Marimbondo

A Cachoeira do Marimbondo possui 15 metros de altura e fica em uma propriedade privada.

Não é uma das cachoeiras mais bonitas e eu só indico se você tiver bastante tempo para aproveitar os demais atrativos da Chapada.

  • Cachoeira da Geladeira

Seguindo 1km a frente da Cachoeira do Marimbondo, chega-se à Cachoeira da Geladeira.

Esse nome é por causa de suas águas geladas, mas que cachoeira não tem água gelada???

Mantenho a recomendação de só fazer esse passeio se tiver muitos dias pela cidade, já que existem muitos outros atrativos mais bonitos por lá. 😉

Hospedagens na Chapada dos Guimarães

A cidade de Chapada dos Guimarães possui muitas opções de hospedagens. Mas nem sempre é fácil fechar uma boa relação custo x benefício.

Para quem prefere o conforto de um hotel ou de uma boa pousada, com alguma estrutura para crianças poderá ter um pouco de dificuldade, principalmente na alta temporada. A maioria das opções são simples, mas atendem às necessidades, já que o objetivo principal da viagem é passar o dia explorando os atrativos naturais da região.

A oferta é muito variada. Encontramos desde hostels com quarto coletivo até Spa Urbano oferecendo uma hospedagem de luxo.

No entanto, tivemos muita dificuldade em encontrar hospedagens que atendesse a nós 3 num quarto privativo por um valor considerado justo. O valor das hospedagens “assusta”, principalmente avaliando a estrutura da cidade como um todo.

Mas acabamos muito bem recebidos na Pousada Charme, uma Guest House super agradável e confortável. Infelizmente, não sei o motivo, ela não está mais disponível no Booking, o único site de reservas em que ela estava cadastrada ☹

No mesmo estilo da Pousada Charme, mas mais bem localizada, está a Pousada Vivá. A localização é excelente para quem está sem carro. O único inconveniente, ao menos pro meu perfil, é que pelos sites de reservas só informam quarto duplo, e para levar a criança tem que fazer a negociação da pessoa a mais diretamente com a pousada. Eu não gosto muito dessas coisas “combinadas”, gosto de ter todas as informações da reserva por escrito até por questões de segurança.

Ainda no centro temos a Pousada da Gi, muito bem avaliada, e que oferece quartos para até 5 pessoas, atendendo muito bem famílias maiores. A Mandala Guest House é muito bem decorada e oferece quartos para até 4 pessoas.

Saindo um pouco do centro, ideal para quem estiver com carro, a Pousada Penhasco oferece uma estrutura de hotel com parque aquático e quadras, além de uma linda vista.

Onde comer

A Chapada dos Guimarães surpreende no quesito opções para alimentação. Possui desde restaurantes mais sofisticados, com vistas maravilhosas e que necessitam reservas, até restaurantes mais simples que atendem muito bem a quem busca uma refeição completa pagando pouco.

Para verificar opções de alimentação eu sempre consulto o Trip Advisor.

DICAS DE RESTAURANTES

Considerações finais sobre a Chapada dos Guimarães

Não é novidade para quem segue o blog que eu realmente me encanto cada vez que desvendo mais um pedacinho de natureza desse Brasil.

Não foi diferente com a Chapada dos Guimarães. O pouco tempo de viagem me permitiu conhecer de perto essa maravilhosa formação geológica e me deixou com muita vontade de voltar o quanto antes para explorar o que não foi possível.

A variedade de trilhas, mirantes, cachoeiras e cavernas faz da Chapada do Guimarães um destino muito atrativo para os amantes de ecoturismo. A proximidade da capital Cuiabá torna o acesso extremamente rápido e fácil.

A impressão que tive foi a de que, apesar de muitos reclamarem do “legado” deixado pela Copa do Mundo de 2014, para a região da Chapada a evolução e o crescimento foi nítido.

A estrutura física está muito boa, trilhas bem demarcadas e com proteção de segurança, estacionamentos. Passeios bem organizados. Variadas opções de hospedagens e de alimentação. Claro que algumas coisas precisam ser melhoradas, como a sede do Parque Nacional. Mas no geral, a região toda está de parabéns!

Infelizmente a questão da exigência de um guia para muitos passeios tem a desvantagem do preço alto para grupos de família, mas é uma necessidade para a preservação, conservação e segurança.


Vocês já visitaram a Chapada dos Guimarães? Tem alguma dica para acrescentar a esse nosso guia? Ficou com vontade de visitar e tem alguma dúvida? Deixa suas opiniões e sugestões nos comentários e ajude a tornar esse conteúdo ainda mais completo! 😉

*Esse é um blog independente e todas as opiniões, recomendações e sugestões são baseadas em experiência própria.*

40 comments

  1. Acredita que ainda não visitei nenhuma chapada ainda?! Está nos meus planos faz tempos e quando isso tudo passar (só para o ano) espero que eu possa desbravar esse novo destino. Teu conteúdo tá mega completo, vai me ajudar muito. Valeuuuuu!

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