Roteiro 4 dias em Cusco/Peru – 2º dia – Vale Sagrado e caminho para Machu Picchu

*Viagem de casal em Junho de 2016.

Nosso 2º dia em Cusco foi programado para visitarmos o famoso Vale Sagrado dos Incas, local importante não só pela beleza e história como também por ser o ponto de partida mais prático para seguirmos até Machu Picchu.

Por que o Vale Sagrado é o caminho para Machu Picchu?

A forma mais rápida e confortável de chegar a Machu Picchu é indo de trem até a cidadezinha de Águas Calientes, ou Machu Picchu Pueblo. De lá partem os micro ônibus até Machu Picchu.

As estações de trem para Águas Calientes / Machu Picchu são:

  • Poroy: bem próximo de Cusco;
  • Ollamtaytambo: no Vale Sagrado (última parada do passeio / tour pelo Vale Sagrado);
  • Urubamba: também no Vale Sagrado, mas fora de uma rota turística lógica.

Ir por Poroy pode parecer ser bem mais lógico, mas a viagem demora cerca de 4 horas e não me parece ser uma boa opção para otimizar o tempo da viagem.

Por tudo o que eu li e estudei para essa viagem, ir por Ollamtaytambo pareceu ser bem mais conveniente. Afinal, é quase regra que todos farão uma visita ao Vale Sagrado e terminarão esse roteiro em Ollamtaytambo. Já estando por lá, não faz muito sentido voltar a Cusco.

Dito isto, estava decidido que pegaríamos nosso trem no Vale Sagrado! Mas havia um porém: as excursões para o Vale Sagrado normalmente chegam em Ollamtaytambo muito em cima do horário do último trem, o que dificultava bastante a visita às ruínas de Ollamtaytambo. Li vários relatos de turistas que não conseguiram visitar as ruínas para não perder o trem. Por isso nós decidimos que o ideal seria fazer esse passeio com guia privado e dessa forma teríamos o nosso tempo mais bem aproveitado.

Dessa forma, tudo foi combinado com nosso guia Juan, da Latin Travel, e nosso percurso seria: Chincheros, Maras, Moray e Ollantaytambo de onde pegaríamos o trem de 16:36 para Águas Calientes.

Já adianto que esse roteiro foi perfeito e o tempo mais que suficiente. Essa é uma das grandes vantagens de um roteiro com guia privado. 🙂

*Detalhe importantíssimo! O trem não aceita bagagens grandes, no máximo 1 volume de até 8 kgs por pessoa. Então separe o que você vai precisar no passeio ao Vale Sagrado, na noite em Águas Calientes e no dia seguinte em Machu Picchu numa mochila que você levará na viagem. O resto das bagagens deixe guardado no seu hotel. Todos os hotéis em Cusco fazem esse serviço de guarda malas sem nenhum pagamento adicional. 😉

Chincheros

Saímos do hotel às 8 da manhã rumo a Chincheros.

Chincheros é uma pequena cidade localizada no caminho entre Cusco e o Vale Sagrado, conhecida por seu artesanato. Ainda hoje eles conservam a fabricação dos têxteis de forma manual, tanto no tear quando no tingimento.

Nosso guia nos levou diretamente a uma dessas casas turísticas onde as moças e senhoras mostram a produção manual dos têxteis fazendo exemplificação do tingimento e do tear. Depois nos oferecem a compra de produtos teoricamente fabricados por elas. Nós até compramos uns poucos itens para não ficar chato, mas adianto que achamos itens idênticos por preços bem melhores no mercado que visitamos em Cusco no nosso último dia.

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Produção de têxteis –  Chincheros – Peru.

Devo dizer que essa foi a parte decepcionante do nosso passeio. Acredito que eu deveria ter sido mais específica com o nosso guia de que eu queria conhecer a cidade e não só o artesanato. Dessa forma, não vimos a história e arqueologia de Chincheros. 😦

Maras – Salineiras de Maras

Seguimos nosso caminho até as Salineiras de Maras.

Eu nunca tinha visto Salineiras dessa forma!

De longe vemos apenas uma região branquinha de sal.

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Salineiras de Maras – Peru.

Ao nos aproximarmos percebemos a grandeza das Salineiras de Maras. São cerca de 4 mil piscinas de sal cuidadas por famílias locais, na forma de cooperativa. E produzem sal dessa forma desde a época dos Incas!

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Salineiras de Maras – Peru.

O Juan, nosso guia, nos mostrou o local onde o rio que dá origem a essas minas de sal brota da terra. A água sai quentinha e muito, muito, muito salgada. Apenas molhei a ponta dos meus dedos e a medida que a água ia secando minha unha foi ficando branquinha com uma camada fininha de sal.

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Rio que abastece as Salineiras de Maras.

O guia nos explicou sobre os diferentes tipos de sal produzidos.

Caminhar entre as piscinas de sal não é uma tarefa fácil. Exige certo equilíbrio. E não deve ser nada agradável cair dentro de uma piscina de sal!

No caminho entre o estacionamento e as salineiras propriamente ditas existem várias barraquinhas que vendem os diferentes tipos de sal e alguns outros produtos típicos. Não deixe de comprar um pouco de sal. Dizem que o sal de Maras é um dos melhores do mundo! Outro produto que eu recomendo muito a compra são os chips de banana. Mas não curti os salgados. Banana com sal não combinou. Se você for a Maras, pode trazer chips de banana pra mim! Por favor, nunca te pedi nada! Kkk 🙂

Moray

Continuando nosso caminho, chegamos a Moray. Um local incrível!

Dizem que esses círculos eram para estudos agrícolas. Cada patamar diminuía 1 grau de temperatura e assim eles poderiam identificar as melhores formas e locais para plantação dos diferentes itens que eles cultivavam. E eu sempre me surpreendendo com a inteligência dos Incas!

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Círculos de Moray visto de cima – Peru.

Percebemos que os ônibus de excursão apenas faziam uma parada no topo dos círculos, para uma visitação panorâmica. Nós descemos até o patamar superior. Antes os turistas podiam descer até o centro dos círculos, agora não mais. É proibido descer os patamares. 😦

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Moray – Patamar superior – Peru

*No caminho entre Moray e Ollamtaytambo pudemos ver em Urubamba um hotel super diferente: cápsulas penduradas em um penhasco que são acessíveis por escalada! Dá pra acreditar nisso???

Ollamtaytambo

Definitivamente chegamos ao Vale Sagrado.  E Para nossa surpresa, chegamos bem antes do esperado em Ollamtaytambo e fomos visitar as ruínas.

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Ollamtaytambo – Vale Sagrado – Peru

Na região na frente da entrada das ruínas existem várias barraquinhas vendendo produtos locais. Não cheguei a ver o preço em nenhuma delas.

As ruínas de Ollamtaytambo são grandiosas! Assim como Pisac, é uma verdadeira cidade, com locais que seriam casas, silos de alimentos, templo da água, templo do sol, etc. Uma cidade Inca completa.

Subir os degraus até o alto da visitação não foi tarefa fácil, mas a beleza compensou. Vimos algumas pessoas fazendo trilhas mais complexas, chegando aos lugares mais altos e afastados, mas nós não nos aventuramos. Apesar de inverno o calor estava bem forte e a altitude ainda me incomodava.

Terminamos nossa visita ainda em tempo de almoçar e esperar nosso trem com tranquilidade. A cidadezinha de Ollamtaytambo (fora das ruínas) é um local muito agradável. Vale, inclusive, uma pernoite (na ida ou na volta de Machu Picchu). Se você optar por pernoitar na ida, pegue um trem pela manhã e suba para Machu Picchu no início da tarde. Nesse caso, talvez valha a pena uma noite em Águas Calientes na volta.

Trem para Águas Calientes / Machu Picchu Pueblo

Existem 2 companhias que fazem esse trajeto saindo de Ollamtaytambo: Inca Rail (Branca com verde e vermelho) e Peru Rail (Azul com amarelo). Nós escolhemos ir de Inca Rail pelo preço mais barato um pouco e pelos horários. Escolhemos o trem Expedition (executivo), que tem janelas amplas e no teto e é mais confortável, serve um tipo de bebida do cardápio e um aperitivo. Além do Expedition existe o serviço Econômico, o First Class (que serve almoço na ida e jantar na volta) e o Presidencial (é o mesmo trem Expedition só que com vagão exclusivo e muito luxo).

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Trens para Machu Picchu Pueblo.

A viagem dura aproximadamente 1 hora e meia. Nosso trem saiu às 16:36 de Ollamtaytambo. A paisagem do lado esquerdo do trem é linda, acompanhando o percurso do Rio Urubamba. Mas você não pode escolher os lugares, eles são agendados na hora da troca do voucher pelo ticket do trem.

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Rio Urubamba – Trajeto do Vale Sagrado até Machu Picchu Pueblo.

Se você não fez a troca do seu voucher ainda em Cusco, como nós fizemos na nossa chegada em Cusco, pode fazê-lo no guichê na estação. Mas fazer a troca na hora implica em marcar os assentos também na hora, o que pode dificultar a ter todo o grupo junto durante a viagem.

*Importante: não se atrase para o trem! Ele não vai te esperar. Vimos uma família de gringos chegando correndo na estação no exato momento em que o seu trem fechava as portas. E eles não puderam embarcar! Gritaram, choraram e nada pôde ser feito. Tiveram que comprar novas passagens para o trem seguinte. Agora imagine se fosse o último trem do dia?

Chegamos no início da noite em Águas Calientes onde fomos recepcionados ainda na estação por um funcionário do hotel que nos acompanhou com as bagagens. Ficamos no Taypikala Boutique Machupicchu. Excelente hotel e com ótimo preço!

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A cidadezinha de Águas Calientes é uma graça, com vários restaurantes agradáveis, mas chegamos tão cansado do dia puxado que resolvemos jantar no próprio hotel. Nos serviram no quarto e a refeição estava excelente!!! Muito boa mesmo!!!

Aproveitamos também para adiantar a compra dos tickets do ônibus para Machu Picchu, evitando as filas da manhã seguinte. Os tickets custam 24 dólares por pessoa. E espera-se que sejam pagos realmente em dólares, se usar soles a conversão pode não ser muito boa.

Nessa mesma noite, o guia indicado pelo Juan da Latin Travel nos encontrou no hotel para combinarmos nossa tão esperada visita à Machu Picchu! *.*

Para ver as outras postagens dessa viagem, acesse o nosso Roteiro Geral com algumas dicas.

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