Roteiro 4 dias em Cusco/Peru – 1º dia – Templos e Ruínas Incas

*Viagem de casal em Junho de 2016.

Finalmente! Chegamos na parte maravilhosa dessa viagem! Começamos a conhecer essa cidade linda e encantadora!

Cusco foi a principal cidade do Império Inca. A história conta Cusco como uma cidade rica, com muito ouro. Porém, com a queda do Império Inca, os espanhóis invadiram e saquearam a cidade. Levaram todo o ouro e destruíram praticamente todos os edifícios Incas. Construíram igrejas católicas em cima dos templos aos Deuses Incas. 😦

Mas acredito que essa mistura de Espanha com Inca é o que dá todo o charme a essa cidade. Cada ruela, cada praça, cada prédio, cada igreja, cada canto, absolutamente TUDO me encantou em Cusco!

E aprendi a ver vantagem nos 3400 metros de altitude: você tem que andar devagar, sem pressa, o que te faz ter mais tempo para apreciar cada pedacinho! 🙂

Então, começamos o nosso 1º dia de exploração caminhando! O nosso guia Juan Carlos (Latin Travel) nos encontrou no hotel às 8:30 para começarmos nosso passeio do dia. Nosso trajeto incluiu as ruínas de Cusco (Koricancha, Saqsaywaman, Qenko, PukaPukara e Tambomachay) e seguimos para Pisac, no Vale Sagrado.

Nossa primeira parada foi no COSITUC (Comite de Serviços Turísticos de Cusco) – Avenida El Sol, 103 – para comprar o Boleto Turístico. Esse Boleto Turístico é o ingresso para várias das atrações, museus e sítios arqueológicos da região de Cusco, Vale Sagrado e Vale Sagrado Sul. Custa 130 soles por pessoa, inclui 13 atrações e é válido por 10 dias. Também existem os Boletos Turísticos Parciais que incluem menos atrações e custam 70 soles. Só indico o Boleto Parcial para quem vai passar apenas 1 dia em Cusco, pois com 2 dias já dá para otimizar bem o roteiro mais completo.

Atenção: Os locais que estão inclusos no Boleto Turístico não vendem ingressos individuais, portanto, não tem como fugir dele. Você não vai encontrar bilheteria por lá.

O Boleto Turístico é dividido em “quadradinhos”, onde cada um corresponde a uma atração e na entrada eles furam a área dessa atração, marcando que você já visitou. Achei bem fofinha essa forma de controle. 🙂

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Boleto Turístico de Cusco – Ingresso paras as principais atrações da região.

Koricancha – Templo Del Sol (Templo do Sol)

Koricancha, ou templo do Sol, foi um centro religioso em homenagem ao maior deus Inca, o Sol (Inti). O templo foi todo construído de pedras encaixadas, num sistema muito parecido com Lego. O templo originalmente teria sido todo revestido em ouro. Não consigo nem imaginar toda aquela estrutura revestida em ouro!!! Porém, com a chegada dos Espanhóis, o ouro foi saqueado, Koricancha foi destruído e por cima construíram uma igreja, a Igreja de Santo Domingo.

*Interessante perceber que, mesmo as igrejas católicas de Cusco apresentam algumas pequenas representações Incas.*

Curiosamente essa igreja já foi destruída por 2 terremotos e as construções Incas continuam resistindo. O que prova que os Incas entendiam muito bem de construções resistentes a sismos.

Na verdade Koricancha está dividida em duas partes: Sítio Arqueológico e Museu.

Nessa visitação do 1º dia, visitamos o Sítio Arqueológico e amamos estar com um guia, pois ele nos explicou vários detalhes da construção, alguns que passariam despercebidos se estivéssemos sozinhos. Essa visitação custa 20 soles por pessoa (junho/2016) e não está inclusa no Boleto Turístico.

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Já a parte do museu está inclusa no Boleto Turístico e também dá acesso aos jardins do templo. Nós fizemos essa visita no nosso último dia em Cusco.

Saqsaywaman

Seguimos de carro em direção ao norte de Cusco e chegamos a Saqsaywaman, ou cabeça de Puma. Diz-se que a cidade de Cusco foi construída no formato de um Puma e que Saqsaywaman é a parte da cabeça desse Puma. 🙂 O Puma é, para os Incas, o guardião das coisas terrenas.

Hoje só podemos visitar cerca de 20% da construção original, pois os espanhóis retiraram as pedras de Saqsaywaman para construir casas e igrejas. 😦

Saqsaywaman chama atenção pelo tamanho dos blocos de pedras usados em sua construção. São blocos gigantescos sendo impossível imaginar como foram colocados ali. E possuem um encaixe perfeito! Vale lembrar que os Incas não tinham acesso a picaretas e qualquer outro material que pudesse cortar rochas com facilidade. Supõe-se que eles utilizavam pedras mais duras para talhar suas construções. O nível de precisão é realmente impressionante! E torna-se mais impressionante sempre que eu lembro que essas construções têm resistido a vários terremotos!

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Eu não consigo explicar o quão embasbacada eu ficava a cada pedacinho de Cusco que eu explorava. Meu queixo quase caiu quando o guia nos mostrou “desenhos” nas pedras! Encaixes de pedras montados de forma a representar figuras!!! É realmente muito impressionante o nível de detalhamento das construções.

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Conseguem identificar alguns animais nessas pedras?

Ingresso incluso no Boleto Turístico.

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Cusco vista de Saqsaywaman

Qenko

Continuamos nosso caminho a noroeste de Cusco até Qenko, local que muito provavelmente foi um centro de mumificação e de sacrifício de Lhamas Pretas (só as pretas!). Essa suposição vem do fato de ser uma construção um tanto quanto subterrânea, conservando um pouco de frio no seu interior. Apresentam mesas cerimoniais de pedra que ficam bem geladas, o que ajudaria a conservar os corpos nos processos de mumificação.

Não é uma construção que impressione tanto quanto os imensos blocos de pedras de Saqsaywaman, mas a história envolvida faz com que Qenko também tenha sua devida importância e mereça a visitação.

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Ingresso incluso no Boleto Turístico.

PukaPukara

PukaPukara também não é dessas construções que impressionam a primeira vista. Talvez por ter sobrado muito pouco de sua forma original.

Provavelmente funcionava como um posto de controle, onde os Incas podiam vigiar quem passava por suas estradas e também como uma hospedagem para descansar durante as longas viagens. Lembre-se que não existia meio de transporte. Os animais eram de pequeno porte e podiam carregar no máximo 20kgs, então os Incas viajavam a pé!

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Ingresso incluso no Boleto Turístico.

Tambomachay – Templo Del Agua (Templo da água)    

Tambomachay era o local destinado ao culto à água, além de ser o local onde o chefe dos Incas poderia descansar.

Possui canais e cascatas de água alguns milimetricamente similares. Achei um lugar muito agradável e aconchegante. Passaria algumas horas sentada embaixo daquelas árvores ouvindo aquele riacho correndo. *.*

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Juro que nesse momento o cansaço já estava batendo forte. Qualquer pequena rampinha virava uma ladeira. Dilatador nasal passou a ser meu melhor amigo. E eu nem tinha ideia do que ainda me aguardava! Detalhe: ainda era de manhã!!!

Ingresso incluso no Boleto Turístico.

Pisac

Chegamos agora no Vale Sagrado, a 33 km de Cusco.

Gente, quando eu imaginava que já tinha visto obras Incas impressionantes, eis que me surge Pisac! Se já era lindo ver cada ruína com sua importância separadamente, imagine conhecer uma cidade Inca completa? Agricultura, moradia, armazéns, tudo num só lugar!

Prepare seu fôlego! Não só porque é lindo, mas porque cansa mesmo! Chegar até o ponto mais alto de Pisac cansa de verdade! E mesmo no inverno, é quente!

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*Percebi que nem todos os grupos sobem até o topo da cidade. Essa é uma grande vantagem das visitas com guia privado. Não tem essa de 15 minutos para visitação. É o tempo que você levar. E o Juan é o tipo de guia que não te deixa desanimar, ele quer que você realmente viva a visitação!*

Ingresso incluso no Boleto Turístico.

Não deixe de comprar, na entrada/saída de Pisac, algumas lembrancinhas. Os preços são ótimos. Os melhores que deve encontrar em Cusco. E eles vendem um milho cozido maravilhoso!

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Antes de chegar em Pisac fizemos uma parada para um lanche num local que o guia nos indicou (Horno Tipico Restaurant Pumachayoc). Lá comemos empanadas maravilhosas! As melhores dessa viagem. A massa é feita com farinha de quinoa. 🙂 Também provamos a Chincha morada, um suco feito de milho roxo. Muito bom! O mesmo não posso dizer do refrigerante mais famoso do Peru: Inca Kola – muito ruim, gosto de remédio, eca!

Ao lado dessa lanchonete visitamos uma loja de artigos de prata, onde pudemos assistir a explicação de como as peças são confeccionadas manualmente. Não cheguei a perguntar o preço de nenhuma peça pois não tenho nenhuma atração à joias.

Chegamos de volta a Cusco por volta de 15:30 a tempo de pegar parte da festa religiosa de Corpus Christi onde vimos a procissão de imagens Sacras ao redor da Plaza de Armas. Explicando: no dia de Corpus Christi as imagens de 12 Santos saem das suas igrejas de origem em procissão até a Catedral onde ficam por 7 dias. No 8º dia as imagens retornam em procissão saindo da Catedral até suas igrejas de origem. Nós estivemos em Cusco exatamente nesse 8º dia, e detalhe: não tínhamos a mínima ideia que existia essa festa religiosa. A Plaza de Armas estava cheia! Várias ruas da cidade fechada, além de feiras com comidas típicas onde os moradores de Cusco se reúnem durante o dia para almoçar.

Para saber mais sobre nossa viagem ao Peru visite nossas Informações Gerais.

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12 comments

    1. Ola Monique,
      Fico feliz que esteja gostando dos nossos posts.
      Uma pena que eu ainda nao tenha conseguido atualizar a viagem toda pra vc já ler, mas estou querendo terminar a reforma do blog antes de postar novos conteúdos.

      Sobre os custos, Peru é um país bem em conta. A alimentação regula os mesmos valores do Brasil. Existem restaurantes renomados em q 1 casal pode gastar 300 reais numa noite e outros em que dá pra comer pizza por 50 reais. 🙂

      Ficamos em hoteis muito bem localizados, confortáveis e recomendados por uma média de 300 reais a diária.
      Caro mesmo q eu achei foi o trem para Machu Picchu pois é em dolar e ficou 1000 reais para o casal. E o onibus para subir para Machu Picchu que custa 50 dolares por pessoa (25 subida, 25 descida).

      🙂

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